Vem escarlate, pousa em mim, devagar.
Rouba o silêncio, como um grito,
Que ecoa, que ecoa...
Vai descrente, como chegou.
Na surdina te tem,
E tu, tombado, alcança o que atenta.
Falhou, coitado, desperta e ri.
Engole o amargo, no seco, calado.
Disfarço, o acaso que é falso.
Teu ouro, lascado.
Eu de fato, não tardo, meu caro.
No escuro eu danço descalço.
terça-feira, junho 04, 2013
domingo, maio 12, 2013
Todo
Te mantenho aqui, perto do que importa
E tu me leva, leve, pro teu descanso,
O mais íntimo, onde teus beijos silenciam o que inquieta.
Adormeço no teu sossego, agarrado no que me desperta.
Te observo infinito, me entrego todo.
Naquele cair da tarde, ébrio de ti, fui teu.
Sou teu agora e depois, até bem mais tarde.
Rendido, te/me convido a ficar.
Teu sorriso me desarma,
Meu corpo desmonta no teu sussurro,
Eu, vulnerável inteiro, alheio de tudo que não seja teu,
Caio por ti.
E tu me leva, leve, pro teu descanso,
O mais íntimo, onde teus beijos silenciam o que inquieta.
Adormeço no teu sossego, agarrado no que me desperta.
Te observo infinito, me entrego todo.
Naquele cair da tarde, ébrio de ti, fui teu.
Sou teu agora e depois, até bem mais tarde.
Rendido, te/me convido a ficar.
Teu sorriso me desarma,
Meu corpo desmonta no teu sussurro,
Eu, vulnerável inteiro, alheio de tudo que não seja teu,
Caio por ti.
segunda-feira, abril 22, 2013
Prenda
Disfarço, sem sucesso,
O sorriso do quase,
Da iminência que culmina,
Quando teu olhar desvia, acanhado.
Da tua boca que beira na minha,
Do que só se sussurra no meio da noite,
De quando se quer o suficiente,
E se dança a mesma música.
O adridoce das pequenas inseguranças.
As poucas palavras que saciam.
Duvidar sem aptidão.
Tua presa, livre.
O sorriso do quase,
Da iminência que culmina,
Quando teu olhar desvia, acanhado.
Da tua boca que beira na minha,
Do que só se sussurra no meio da noite,
De quando se quer o suficiente,
E se dança a mesma música.
O adridoce das pequenas inseguranças.
As poucas palavras que saciam.
Duvidar sem aptidão.
Tua presa, livre.
quarta-feira, abril 03, 2013
Retornar
Mesmo ao lado do que se quer,
A noite carrega a dúvida.
Desvencilha-se do que poderia ser,
Amarra o que tem em mãos.
Dois tragos e cambaleia,
Entrega o inerente, de cabeça baixa.
Um gole e caio,
Distraido, na tua incredulidade.
Os argumentos azedaram,
Por serem supérfluos.
Despeja tua agonia,
Engole o penar.
A noite carrega a dúvida.
Desvencilha-se do que poderia ser,
Amarra o que tem em mãos.
Dois tragos e cambaleia,
Entrega o inerente, de cabeça baixa.
Um gole e caio,
Distraido, na tua incredulidade.
Os argumentos azedaram,
Por serem supérfluos.
Despeja tua agonia,
Engole o penar.
Volver
Sem duvidar, fechei os olhos.
O instinto me fez ficar.
O terceiro preenchia, sem afogar.
A tarde contemplava o incomum.
Observava, em silêncio, os dois.
Confundia o perfume de um,
No corpo do outro, despido.
As pernas emaranhadas, acorrentavam.
Com a hesitação esquecida,
A delicadeza de um, cativava
O outro me absorvia, brutal.
Eu? Sem saber ao certo, permanecia.
O instinto me fez ficar.
O terceiro preenchia, sem afogar.
A tarde contemplava o incomum.
Observava, em silêncio, os dois.
Confundia o perfume de um,
No corpo do outro, despido.
As pernas emaranhadas, acorrentavam.
Com a hesitação esquecida,
A delicadeza de um, cativava
O outro me absorvia, brutal.
Eu? Sem saber ao certo, permanecia.
Retourner
Enquanto os desencontros nos separam,
Tu permeia em meu corpo.
Vagando solto, aqui e ali,
Divagando sobre as noites sem fim.
E, assim, vamos os dois, perambulando
Descalços, extasiados.
Em busca de dividir,
Deitados onde não se pode dormir.
Meu convite não perece,
Encontraremos o sussurro que nos defina,
A cama que sacia,
A madrugada que não carece.
Tu permeia em meu corpo.
Vagando solto, aqui e ali,
Divagando sobre as noites sem fim.
E, assim, vamos os dois, perambulando
Descalços, extasiados.
Em busca de dividir,
Deitados onde não se pode dormir.
Meu convite não perece,
Encontraremos o sussurro que nos defina,
A cama que sacia,
A madrugada que não carece.
segunda-feira, março 18, 2013
Vão
Nem todo segredo apetece.
Hoje ou depois, talvez um pouco antes,
O que te sugava, padece.
O vazio sempre arde.
A relatividade dos poucos minutos,
Deslizando no vermelho das noites sem sono,
Trazem o que não justifica os erros de ontem.
Calados, sutis e subjetivos.
Interpretações alheias não me pertecem.
A liberdade de escrever é cara.
Essas poucas palavras podem ser um subterfúgio calculado,
Como também fruto de devaneios bem pensados.
Hoje ou depois, talvez um pouco antes,
O que te sugava, padece.
O vazio sempre arde.
A relatividade dos poucos minutos,
Deslizando no vermelho das noites sem sono,
Trazem o que não justifica os erros de ontem.
Calados, sutis e subjetivos.
Interpretações alheias não me pertecem.
A liberdade de escrever é cara.
Essas poucas palavras podem ser um subterfúgio calculado,
Como também fruto de devaneios bem pensados.
domingo, fevereiro 17, 2013
Soma
Mordeu a língua e desviou.
Escapuliu de olhos fechados.
Inflou o peito e na hora hesitou.
Confundido dentro de um reflexo.
Engrandece o que não colore,
Trava e engasga no que fere.
Uma penitência encenada,
Interpretada a partir do que sobra, não do que falta.
Retrata e imprime, dormente.
Descasca o que ainda sara,
Despeja o nada no que exige excesso,
Costura desejos silenciados.
Escapuliu de olhos fechados.
Inflou o peito e na hora hesitou.
Confundido dentro de um reflexo.
Engrandece o que não colore,
Trava e engasga no que fere.
Uma penitência encenada,
Interpretada a partir do que sobra, não do que falta.
Retrata e imprime, dormente.
Descasca o que ainda sara,
Despeja o nada no que exige excesso,
Costura desejos silenciados.
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Euforia
Inerte, te percebo veloz.
Desencontro e já te guardo, por semanas.
No mesmo minuto, ao acaso, te repito.
Aceito o paradigma e crio nossa alegoria.
A metáfora de uma vontade unilateral,
O silêncio de duas trocas de olhares,
E a possibilidade de uma dúvida,
Margeiam e abordam o que dormia.
O que desperta, fecha os olhos.
Tua indiferença me apetece.
Cobiço te pertencer,
Anseio me perder (em ti).
Desencontro e já te guardo, por semanas.
No mesmo minuto, ao acaso, te repito.
Aceito o paradigma e crio nossa alegoria.
A metáfora de uma vontade unilateral,
O silêncio de duas trocas de olhares,
E a possibilidade de uma dúvida,
Margeiam e abordam o que dormia.
O que desperta, fecha os olhos.
Tua indiferença me apetece.
Cobiço te pertencer,
Anseio me perder (em ti).
sexta-feira, novembro 30, 2012
Desperto
Desengasga e se despedaça.
Nesse jogo, já perdido,
Silencia e ameaça.
Se veste ao fim do dia.
No baile o sorriso é obrigatório.
Desenganos, entre um gole e outro.
Permanecemos nos cantos opostos,
Mas a menor distância é sempre uma reta.
Duramos o tempo de um silêncio confortável.
Da intimidade que ainda é saudável.
Antes que a tarde virasse noite,
Antes que o vinho avinagrasse.
Nesse jogo, já perdido,
Silencia e ameaça.
Se veste ao fim do dia.
No baile o sorriso é obrigatório.
Desenganos, entre um gole e outro.
Permanecemos nos cantos opostos,
Mas a menor distância é sempre uma reta.
Duramos o tempo de um silêncio confortável.
Da intimidade que ainda é saudável.
Antes que a tarde virasse noite,
Antes que o vinho avinagrasse.
terça-feira, novembro 27, 2012
Au revoir
Quando te nego, me entrego.
Depois de tudo, me confesso.
Ébrio, na cama, me deserdo.
O nosso tempo caducou.
Mas saiba que te quero, ainda longe.
Que minha cama ainda é tua,
Que teu cheiro ainda pertence ao meu corpo.
Meu sorriso mais sincero é uma resposta ao teu.
Despenco forte no chão,
Te dei dois dias de lágrimas.
O corpo todo dói,
Todavia o mar é maior.
Te deixo meu pequeno,
Te prometo um último olhar,
Uma última garrafa de vinho
E minha eterna vontade.
Depois de tudo, me confesso.
Ébrio, na cama, me deserdo.
O nosso tempo caducou.
Mas saiba que te quero, ainda longe.
Que minha cama ainda é tua,
Que teu cheiro ainda pertence ao meu corpo.
Meu sorriso mais sincero é uma resposta ao teu.
Despenco forte no chão,
Te dei dois dias de lágrimas.
O corpo todo dói,
Todavia o mar é maior.
Te deixo meu pequeno,
Te prometo um último olhar,
Uma última garrafa de vinho
E minha eterna vontade.
quarta-feira, novembro 07, 2012
Bem
Quando o calendário está atento
Programamos as duas próximas horas,
Mas o despertar sempre é atrasado.
E perdemos mais 15 minutos apenas nos olhando.
Depois do nosso mês,
Das promessas, dos prazos,
Estamos aqui, tua mão segurando a minha,
Discutindo sobre qual vinho escolher.
Onde dormir, que café, que livro...
Todas as coisas que deviam me preocupar me distraem.
Poderia estar em nossa cama todos os dias.
Escutando tuas histórias, rindo das desilusões de outrora.
"Vou voltar para você"
Voltou, ficou, aqui está...
O que fazer dos próximos minutos?
Desculpa por te ensinar o que é saudade.
Programamos as duas próximas horas,
Mas o despertar sempre é atrasado.
E perdemos mais 15 minutos apenas nos olhando.
Depois do nosso mês,
Das promessas, dos prazos,
Estamos aqui, tua mão segurando a minha,
Discutindo sobre qual vinho escolher.
Onde dormir, que café, que livro...
Todas as coisas que deviam me preocupar me distraem.
Poderia estar em nossa cama todos os dias.
Escutando tuas histórias, rindo das desilusões de outrora.
"Vou voltar para você"
Voltou, ficou, aqui está...
O que fazer dos próximos minutos?
Desculpa por te ensinar o que é saudade.
segunda-feira, novembro 05, 2012
Solto
Vou te levar daqui,
Meu corpo já não é completo.
Adormeço tranquilo na tua cama
Porque é tua música que me faz dançar.
Quando faz frio minhas palavras te buscam,
Nos encaixamos fácil.
A madrugada silenciosa nos diz a verdade
E aceitamos nossa prioridade.
Teus braços que calam às dúvidas,
Tuas roupas espalhadas pela casa...
Me delicio dos teus doces
Na deriva do relógio que nos devora.
Quando penso ser sufiente,
Escrevemos outra tarde,
Não existem preferências,
Caminhamos livres nos beijos que nos trouxeram até aqui.
Meu corpo já não é completo.
Adormeço tranquilo na tua cama
Porque é tua música que me faz dançar.
Quando faz frio minhas palavras te buscam,
Nos encaixamos fácil.
A madrugada silenciosa nos diz a verdade
E aceitamos nossa prioridade.
Teus braços que calam às dúvidas,
Tuas roupas espalhadas pela casa...
Me delicio dos teus doces
Na deriva do relógio que nos devora.
Quando penso ser sufiente,
Escrevemos outra tarde,
Não existem preferências,
Caminhamos livres nos beijos que nos trouxeram até aqui.
sábado, novembro 03, 2012
Frio
Quando tu me escreve duas ou três palavras
E sinto tua falta na menor ausência
Te entrego o que me resta,
Te dou as chaves, o melhor cobertor, um chá no final da tarde.
Na minha mente tu encharca.
Quero te fazer perceber
Que nunca é suficiente, o tanto que me importa,
Que tu entenda o quanto te pertenço.
Que os dias não são tão bonitos sem você
E que quando eu fecho os olhos, tu vem.
Que ver teu sorriso me completa,
E que toda despedida me silencia.
E que as palavras nunca ditas, aqui estão:
Te amo, sou teu e te espero.
E sinto tua falta na menor ausência
Te entrego o que me resta,
Te dou as chaves, o melhor cobertor, um chá no final da tarde.
Na minha mente tu encharca.
Quero te fazer perceber
Que nunca é suficiente, o tanto que me importa,
Que tu entenda o quanto te pertenço.
Que os dias não são tão bonitos sem você
E que quando eu fecho os olhos, tu vem.
Que ver teu sorriso me completa,
E que toda despedida me silencia.
E que as palavras nunca ditas, aqui estão:
Te amo, sou teu e te espero.
quinta-feira, outubro 18, 2012
Entreaberto
Já não nos importa o não dito,
Nossos corpos comprovam o que nos urge.
Desabotoamos, aos poucos, as relutâncias.
Desabafamos nosso ciúme num silêncio ensurdecedor.
Quando já quase não se pode ver, tu se mostra.
Atiça, mas balbucia quando já estamos a pouca distância.
Renega, se afasta, mas sussurra as vontades que gritam.
Sei que, quando longe, nossos pensamentos se encontram.
Já sei que o tempo nos apressa, que os quilômetros limitam,
Mas sei que, lá pelo anoitecer,
Nos debruçaremos sobre nosso sofá,
Rindo do tempo em que te escrevia esse poema.
Nossos corpos comprovam o que nos urge.
Desabotoamos, aos poucos, as relutâncias.
Desabafamos nosso ciúme num silêncio ensurdecedor.
Quando já quase não se pode ver, tu se mostra.
Atiça, mas balbucia quando já estamos a pouca distância.
Renega, se afasta, mas sussurra as vontades que gritam.
Sei que, quando longe, nossos pensamentos se encontram.
Já sei que o tempo nos apressa, que os quilômetros limitam,
Mas sei que, lá pelo anoitecer,
Nos debruçaremos sobre nosso sofá,
Rindo do tempo em que te escrevia esse poema.
quarta-feira, outubro 17, 2012
Três
Encontrei em dois, o que procurava pelo entardecer.
Despretencioso, audaz, atirou e me derrubou de primeira.
Na segunda ceveja, conheci a terceira metade
E seu sorriso me levou de lá.
Enquanto discutíamos sobre poemas não escritos,
Mesclávamos nossos sabores, tão diferentes,
Uma tripla dose de euforia, que parece letal.
Nos despimos das regras impostas e fomos um.
É que eu me perco em ti...
Em teus cabelos, caídos sobre meu rosto,
Quando te olho em silêncio, confessando que quero ficar mais,
Que vou preparar teu café todos os dias.
E me encontro em ti...
Em teu corpo que me contém, me abrangendo,
Quando tu me ensina sossego, ao redor de tanto desapego.
Enquanto me cobriam de flores, me abstraí.
Deixei que o dia acabasse,
Tranquei as portas de outrora
E recebi duas novas chaves.
Despretencioso, audaz, atirou e me derrubou de primeira.
Na segunda ceveja, conheci a terceira metade
E seu sorriso me levou de lá.
Enquanto discutíamos sobre poemas não escritos,
Mesclávamos nossos sabores, tão diferentes,
Uma tripla dose de euforia, que parece letal.
Nos despimos das regras impostas e fomos um.
É que eu me perco em ti...
Em teus cabelos, caídos sobre meu rosto,
Quando te olho em silêncio, confessando que quero ficar mais,
Que vou preparar teu café todos os dias.
E me encontro em ti...
Em teu corpo que me contém, me abrangendo,
Quando tu me ensina sossego, ao redor de tanto desapego.
Enquanto me cobriam de flores, me abstraí.
Deixei que o dia acabasse,
Tranquei as portas de outrora
E recebi duas novas chaves.
quarta-feira, agosto 08, 2012
X
Ainda que não seja tão real,
Me soa tão bonito quando digo em voz alta.
Quando compartíamos uma xícara de café,
Quando era nosso cigarro.
E a gente deslizada nos dias,
Te prendia livre,
Te perseguia nas poucas paredes,
E só a gente sabe.
Quando desperto sem ti,
Ainda no meu canto da cama,
Lembro do que talvez nunca tenho existido,
Do que não se pode "olvidar".
Me soa tão bonito quando digo em voz alta.
Quando compartíamos uma xícara de café,
Quando era nosso cigarro.
E a gente deslizada nos dias,
Te prendia livre,
Te perseguia nas poucas paredes,
E só a gente sabe.
Quando desperto sem ti,
Ainda no meu canto da cama,
Lembro do que talvez nunca tenho existido,
Do que não se pode "olvidar".
quarta-feira, agosto 01, 2012
Estímulo
Quando eu vejo teu cabelo bagunçado,
A cara de sono reclamando da luz que se excede,
Que, aos poucos, vai dando espaço pra esse sorriso...
É aí eu me perco, me desoriento, esqueço e já sou teu.
Ainda caio nessas tuas armadilhas,
Mesmo de tão longe tu ainda me acorrenta,
Incitando meu corpo a te querer.
E me conta dos planos de fuga, tentando me convencer de eu ser o motivo para tal.
Promete chegar antes da hora,
Fazer surpresa no nosso rotineiro cair de tarde,
Me servir do seu vinho todos os dias,
Me fazer confundir as horas e me perder nas madrugadas.
A cara de sono reclamando da luz que se excede,
Que, aos poucos, vai dando espaço pra esse sorriso...
É aí eu me perco, me desoriento, esqueço e já sou teu.
Ainda caio nessas tuas armadilhas,
Mesmo de tão longe tu ainda me acorrenta,
Incitando meu corpo a te querer.
E me conta dos planos de fuga, tentando me convencer de eu ser o motivo para tal.
Promete chegar antes da hora,
Fazer surpresa no nosso rotineiro cair de tarde,
Me servir do seu vinho todos os dias,
Me fazer confundir as horas e me perder nas madrugadas.
segunda-feira, julho 23, 2012
Bom
Os olhos pesados confirmam,
A boca que quase revela,
O corpo todo instigado pela ânsia,
Tudo deságua nas madrugadas silênciosas.
É que, estando ao seu lado,
Me vem a solidão do outro dia,
Que substitui a falta do último mês,
Mais ou menos metade da saudade da próxima semana.
Nos teus abraços sinto o cheiro do outro,
Que me arrepiava a pele, sussurando grosserias.
Ou do último que me fez esquecer de todos por três dias e meio.
Sempre há um quarto livre.
Por mais cinco dias me permiti não te ter mais,
Deixei as portas abertas, fechei as cortinas.
Mudei os móveis de lugar,
Mas de vez em quando ainda tropeço no teu sorriso.
A boca que quase revela,
O corpo todo instigado pela ânsia,
Tudo deságua nas madrugadas silênciosas.
É que, estando ao seu lado,
Me vem a solidão do outro dia,
Que substitui a falta do último mês,
Mais ou menos metade da saudade da próxima semana.
Nos teus abraços sinto o cheiro do outro,
Que me arrepiava a pele, sussurando grosserias.
Ou do último que me fez esquecer de todos por três dias e meio.
Sempre há um quarto livre.
Por mais cinco dias me permiti não te ter mais,
Deixei as portas abertas, fechei as cortinas.
Mudei os móveis de lugar,
Mas de vez em quando ainda tropeço no teu sorriso.
domingo, julho 01, 2012
Escada
Deitado na nossa madrugada
Me entrego todo,
Quando a TV estiver muda,
Meu corpo arrepia.
Tu é dono, só você.
Quando teus lábios me perseguem, me entrego.
E, não importa quando nossa música tocar,
Eu te trago aqui.
Quando o sol aparecer, eu te prendo,
Com nossas correntes imateriais.
Te encharco de vontade,
Te levo ao nosso, só nosso, lugar.
E lá eu deixo você ser quem você quiser.
Me entrego todo,
Quando a TV estiver muda,
Meu corpo arrepia.
Tu é dono, só você.
Quando teus lábios me perseguem, me entrego.
E, não importa quando nossa música tocar,
Eu te trago aqui.
Quando o sol aparecer, eu te prendo,
Com nossas correntes imateriais.
Te encharco de vontade,
Te levo ao nosso, só nosso, lugar.
E lá eu deixo você ser quem você quiser.
terça-feira, junho 26, 2012
Desatar
No segundo dia, às cinco,
Caímos num silêncio quase ensaiado.
Dividíamos o sofá, um café.
E, de vez em quando, balbuciávamos a mesma canção.
Gostava de como teus lábios quase tocavam os meus,
De quando sussurrava tuas premissas,
Das nossas pernas confundidas,
Do teu gosto.
A verdade é que nada poderia nos desviar,
Nossos motivos são os mesmos.
Permito-me ser teu,
Enquanto dividimos o mesmo amanhecer.
Caímos num silêncio quase ensaiado.
Dividíamos o sofá, um café.
E, de vez em quando, balbuciávamos a mesma canção.
Gostava de como teus lábios quase tocavam os meus,
De quando sussurrava tuas premissas,
Das nossas pernas confundidas,
Do teu gosto.
A verdade é que nada poderia nos desviar,
Nossos motivos são os mesmos.
Permito-me ser teu,
Enquanto dividimos o mesmo amanhecer.
terça-feira, maio 22, 2012
É
Te peço mais um gole,
Negocio nossa noite.
Dentre tantas doses,
A verdade salta.
As palavras exagereram,
A voz não enaltece o real sentido.
Barganhas meu silêncio,
Pela dor do que se há para ouvir.
Despejo litros de sentimento,
Me arrasto até você.
Persuadido pelo ímpeto das três da madrugada,
Revelo o que não é segredo.
Negocio nossa noite.
Dentre tantas doses,
A verdade salta.
As palavras exagereram,
A voz não enaltece o real sentido.
Barganhas meu silêncio,
Pela dor do que se há para ouvir.
Despejo litros de sentimento,
Me arrasto até você.
Persuadido pelo ímpeto das três da madrugada,
Revelo o que não é segredo.
segunda-feira, maio 07, 2012
Faísca
Na tarde de hoje, quando nos abraçamos,
Seguindo caminhos tão distintos,
Lembrei daquela noite que, quando ainda distantes,
Eu te pertenci e só você sabe.
De como burlávamos os sentidos,
Injetando ilusões nos nossos corpos.
Enganando o óbvio, te embebedava de indiretas,
Você desviava, mas teu olhar estava preso a mim.
Quando não controlávamos as vontades,
Quando conversávamos horas nas madrugadas,
Contando dos desencontros e dos motivos pelos quais estávamos longe,
Assim a madrugada seguia, com as promessas de encontros, até hoje...
Hoje, dividindo um café e trocando tragos do teu cigarro,
Teu olhar me encabulava, depois de tanto.
Como se tivéssemos 17 minutos para (re)viver tudo:
o beijo que habita nossa vontade, o toque da tua pele que nos ascendeu.
Seguindo caminhos tão distintos,
Lembrei daquela noite que, quando ainda distantes,
Eu te pertenci e só você sabe.
De como burlávamos os sentidos,
Injetando ilusões nos nossos corpos.
Enganando o óbvio, te embebedava de indiretas,
Você desviava, mas teu olhar estava preso a mim.
Quando não controlávamos as vontades,
Quando conversávamos horas nas madrugadas,
Contando dos desencontros e dos motivos pelos quais estávamos longe,
Assim a madrugada seguia, com as promessas de encontros, até hoje...
Hoje, dividindo um café e trocando tragos do teu cigarro,
Teu olhar me encabulava, depois de tanto.
Como se tivéssemos 17 minutos para (re)viver tudo:
o beijo que habita nossa vontade, o toque da tua pele que nos ascendeu.
quarta-feira, abril 18, 2012
Reticências
No começo da tarde, quando despertamos,
Ainda confundindo as lembranças da noite passada,
Tu me abraça, calado, sussurando teus segredos.
Te respondo com um beijo, antes que nos desprendêssemos.
Assim, nos vamos, leves...
Buscando mais tempo, atrasando os relógios.
Quando as palavras ditas permanecem pairando no ar,
Nos convencemos de ficarmos uma ou duas horas mais.
Quebramos as fechaduras, nos entregando.
Como uma folha em branco, nos pintamos como queremos,
Desenhando desejos e dissimulando as vontades.
Bebendo da garrafa do efêmero, ébrios de possibilidades vazias.
Fomos, naquela última noite
Fingindo despertarmos juntos,
Enganando nossos corpos, que ardiam,
Naquele enlace que custou a se quebrar.
Ainda confundindo as lembranças da noite passada,
Tu me abraça, calado, sussurando teus segredos.
Te respondo com um beijo, antes que nos desprendêssemos.
Assim, nos vamos, leves...
Buscando mais tempo, atrasando os relógios.
Quando as palavras ditas permanecem pairando no ar,
Nos convencemos de ficarmos uma ou duas horas mais.
Quebramos as fechaduras, nos entregando.
Como uma folha em branco, nos pintamos como queremos,
Desenhando desejos e dissimulando as vontades.
Bebendo da garrafa do efêmero, ébrios de possibilidades vazias.
Fomos, naquela última noite
Fingindo despertarmos juntos,
Enganando nossos corpos, que ardiam,
Naquele enlace que custou a se quebrar.
terça-feira, março 13, 2012
Noite
Quando o frio encharcou nosso quarto de silêncio
Eu absorvia teu corpo, escutava tua vontade.
Você me mapeava, de forma descuidada.
Quando as luzes se apagaram pude te ver.
Teu corpo cansado buscava mais,
E eu te tinha ali, no chão,
Acolhido pela penumbra que nos restava.
Teus olhos fechados, dois ou três sussurros.
Nos distanciávamos com o amanhecer,
Desviando o olhar, nos vestíamos.
O corpo aos poucos recuperava os sentidos,
Não deixando espaço para nenhuma palavra.
Teu sorriso me convidava,
As horas não nos permitiam.
Te vi descendo as escadas,
Na minha cabeça tua voz ecoava.
Eu absorvia teu corpo, escutava tua vontade.
Você me mapeava, de forma descuidada.
Quando as luzes se apagaram pude te ver.
Teu corpo cansado buscava mais,
E eu te tinha ali, no chão,
Acolhido pela penumbra que nos restava.
Teus olhos fechados, dois ou três sussurros.
Nos distanciávamos com o amanhecer,
Desviando o olhar, nos vestíamos.
O corpo aos poucos recuperava os sentidos,
Não deixando espaço para nenhuma palavra.
Teu sorriso me convidava,
As horas não nos permitiam.
Te vi descendo as escadas,
Na minha cabeça tua voz ecoava.
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Esvair
Não sei se o que sinto vai se diluir com o tempo.
Se vai mudar, diminuir ou crescer.
Aparentemente permanece intacto,
Desprezando o físico, o tempo e o curso dos dias.
Involuntariamente vou repelindo possibilidades.
Os outros não têm o mesmo.
Aquela canção insiste em tocar aleatoriamente,
Nos dias certos.
O que tenho parece suficiente, ao menos por esses dias.
Saber o que se sente não implica em saber como lidar.
Todos sabemos o que vemos quando fechamos os olhos,
Ao abri-los talvez não saibamos para onde olhar.
O entardecer me carrega...
A noite me prende, espero pelo púrpura da madrugada...
Vamos caminhando juntos, em pensamento.
É quase um romance.
Se vai mudar, diminuir ou crescer.
Aparentemente permanece intacto,
Desprezando o físico, o tempo e o curso dos dias.
Involuntariamente vou repelindo possibilidades.
Os outros não têm o mesmo.
Aquela canção insiste em tocar aleatoriamente,
Nos dias certos.
O que tenho parece suficiente, ao menos por esses dias.
Saber o que se sente não implica em saber como lidar.
Todos sabemos o que vemos quando fechamos os olhos,
Ao abri-los talvez não saibamos para onde olhar.
O entardecer me carrega...
A noite me prende, espero pelo púrpura da madrugada...
Vamos caminhando juntos, em pensamento.
É quase um romance.
terça-feira, janeiro 17, 2012
Querer
Quando os gigantes viram pequenos pontos,
Podemos discernir seus verdadeiros tamanhos.
E nisso vamos acumulando momentos, nos quais,
Mesmo rodeado de tantos, ansiamos pelos nossos.
Nesses poucos dias, percebo o que me leva,
O que dá vontade de ter mais, de viver mais.
Colecionar memórias, melodias e entardeceres.
Ser encantado por outros e aos poucos encantar.
Deixar palavras soltas, palavras nunca ditas,
Outras nunca ouvidas...
Se perder dentre tantas cores, tantos reflexos.
Guardar um ou outro dia trivial.
Cuidar e catalogar tudo, que é tanto...
Tentar lhes trazer para onde eu estive,
Lhes sussurar o barulho daquele dia silencioso,
Lembrar que mesmo longe, estivemos juntos por aí.
Podemos discernir seus verdadeiros tamanhos.
E nisso vamos acumulando momentos, nos quais,
Mesmo rodeado de tantos, ansiamos pelos nossos.
Nesses poucos dias, percebo o que me leva,
O que dá vontade de ter mais, de viver mais.
Colecionar memórias, melodias e entardeceres.
Ser encantado por outros e aos poucos encantar.
Deixar palavras soltas, palavras nunca ditas,
Outras nunca ouvidas...
Se perder dentre tantas cores, tantos reflexos.
Guardar um ou outro dia trivial.
Cuidar e catalogar tudo, que é tanto...
Tentar lhes trazer para onde eu estive,
Lhes sussurar o barulho daquele dia silencioso,
Lembrar que mesmo longe, estivemos juntos por aí.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Beira
Na inconsequência nos desprendemos.
Voltamos e fomos aos nossos dias,
Relembrando pra criar um momento, nosso.
Persuadidos pelo o que não se tem.
Te incito a provar do mesmo gosto,
Você provoca, balbuciando duas ou três palavras vulgares,
Me conduzindo, arrastado, ao nosso entrelace.
Dividindo incertezas, nos rendemos.
Vão ser nesses dias que nos reencontraremos,
Quando estivermos sorrateiros,
Na calada de uma tarde qualquer,
Quando/Se a vontade passar.
Voltamos e fomos aos nossos dias,
Relembrando pra criar um momento, nosso.
Persuadidos pelo o que não se tem.
Te incito a provar do mesmo gosto,
Você provoca, balbuciando duas ou três palavras vulgares,
Me conduzindo, arrastado, ao nosso entrelace.
Dividindo incertezas, nos rendemos.
Vão ser nesses dias que nos reencontraremos,
Quando estivermos sorrateiros,
Na calada de uma tarde qualquer,
Quando/Se a vontade passar.
sexta-feira, novembro 18, 2011
Três
Pode-se dizer descontruído, talvez.
Entregue a si mesmo, destemido.
Desnudo, defronte ao espelho,
Encarando o seu reflexo, ainda embassado.
Dissolvido em palavras,
Que, por tanto guardadas,
Carregavam em si a dureza de outros dias,
Os passos tortos que demos por aí.
Tentando encontrar ali
Aquele teu sorriso, tua vontade,
Teu andar desinibido, cheio de si.
Tua naturalidade que hoje é encenação.
Todos fraquejamos.
Hoje, amanhã ou ontem.
Deixamos-nos ser invadidos pelo erro.
Encantados pelas distrações de uma fuga facilitada.
Fingir, especular, denegrir...
Tentando, da mesma forma, escapulir.
Quanta tolice, devaneios.
Não se pode fugir de si mesmo.
Entregue a si mesmo, destemido.
Desnudo, defronte ao espelho,
Encarando o seu reflexo, ainda embassado.
Dissolvido em palavras,
Que, por tanto guardadas,
Carregavam em si a dureza de outros dias,
Os passos tortos que demos por aí.
Tentando encontrar ali
Aquele teu sorriso, tua vontade,
Teu andar desinibido, cheio de si.
Tua naturalidade que hoje é encenação.
Todos fraquejamos.
Hoje, amanhã ou ontem.
Deixamos-nos ser invadidos pelo erro.
Encantados pelas distrações de uma fuga facilitada.
Fingir, especular, denegrir...
Tentando, da mesma forma, escapulir.
Quanta tolice, devaneios.
Não se pode fugir de si mesmo.
quinta-feira, outubro 27, 2011
Deixo
Tanto esperei, em vão...
Esqueci de quem era a razão,
Para te ter mais perto,
Para deixar passar.
Não se afunde tanto,
Nem force o clichê.
Desafogue suas mágoas,
Abra os olhos e descarregue.
Você não sabe, finge.
Num ímpeto, se infla,
Em cima de pernas bambas.
Exasperado por si só.
Não me tentes com estes teus olhos,
Cansei do mesmo, infelizmente.
Do teu texto ensaiado, encharcado...
Silencia meus erros e escute os seus.
Esqueci de quem era a razão,
Para te ter mais perto,
Para deixar passar.
Não se afunde tanto,
Nem force o clichê.
Desafogue suas mágoas,
Abra os olhos e descarregue.
Você não sabe, finge.
Num ímpeto, se infla,
Em cima de pernas bambas.
Exasperado por si só.
Não me tentes com estes teus olhos,
Cansei do mesmo, infelizmente.
Do teu texto ensaiado, encharcado...
Silencia meus erros e escute os seus.
sexta-feira, outubro 14, 2011
Teu
Desfaço-me dos pudores que restaram e,
Esparramado dentre o silêncio vespertino,
Deixo você entrar.
Arrasto, pausadamente, por todo o corpo.
Sinto teus sussurros no pescoço
Tentando me convencer a ficar mais,
Te trago mais perto, te envergonhando sutilmente.
Você fecha os olhos e nos perdemos.
Caminhamos, ensaiados, ao nossos picos
Donde saltamos leves, desprovidos de tanto...
No escuro só pertenço a ti,
Entrelaçado, sem amarras.
Estendo minha vontade,
Admito teus dias errados.
Aqui estou eu,
Para você.
Esparramado dentre o silêncio vespertino,
Deixo você entrar.
Arrasto, pausadamente, por todo o corpo.
Sinto teus sussurros no pescoço
Tentando me convencer a ficar mais,
Te trago mais perto, te envergonhando sutilmente.
Você fecha os olhos e nos perdemos.
Caminhamos, ensaiados, ao nossos picos
Donde saltamos leves, desprovidos de tanto...
No escuro só pertenço a ti,
Entrelaçado, sem amarras.
Estendo minha vontade,
Admito teus dias errados.
Aqui estou eu,
Para você.
terça-feira, outubro 04, 2011
Antes
Quando somente um olhar me desmontava,
E eu ia pertencendo aos teus braços.
Tudo se engrandecia misturado ao mais ingênuo sentimento,
Me entregava à grandiosidade dos finais de tarde.
Talvez embalado pelos poetas, pelas melodias...
Por poder me despir inteiro para você,
Ir experimentando tuas nuances.
Por confabular impossibilidades.
A ilegalidade dos nossos encontros,
Legitimada pela minha doce inconsequência,
Temperava no coração, aquele grande amor,
Quando se clamava pela dor de amar.
"Deixo que as águas invadam meu rosto"
E eu ia me perdendo, naquele frio jamais experimentado
Supondo tanto, querendo...
Era só aquilo.
Guardado como devia.
Um dos capítulos mais bonitos,
Onde tivemos o necessário,
Para que, ainda hoje, você esteja nessas palavras.
E eu ia pertencendo aos teus braços.
Tudo se engrandecia misturado ao mais ingênuo sentimento,
Me entregava à grandiosidade dos finais de tarde.
Talvez embalado pelos poetas, pelas melodias...
Por poder me despir inteiro para você,
Ir experimentando tuas nuances.
Por confabular impossibilidades.
A ilegalidade dos nossos encontros,
Legitimada pela minha doce inconsequência,
Temperava no coração, aquele grande amor,
Quando se clamava pela dor de amar.
"Deixo que as águas invadam meu rosto"
E eu ia me perdendo, naquele frio jamais experimentado
Supondo tanto, querendo...
Era só aquilo.
Guardado como devia.
Um dos capítulos mais bonitos,
Onde tivemos o necessário,
Para que, ainda hoje, você esteja nessas palavras.
sexta-feira, setembro 09, 2011
Descoberto
Queria te levar daqui,
Fugir de tantos olhos...
Deitar debaixo de uma árvore,
Te tragar em mim.
Nos esconder no escuro,
Onde eu possa mapear teu corpo,
Traçar minhas trilhas,
Me perder e por lá ficar.
Observar teu despertar,
Saciar tua fome.
Desfazer a mala uma única vez,
Me entregar inteiro.
Depois de tanto, deixar alguém segurar minha mão,
Caminhar de pés descalços,
Sussurrando vontades no teu ouvido,
Trançar tuas pernas nas minhas.
Te observar, sem graça,
Desviando o olhar.
Deslizar entre teus cabelos bagunçados,
Sentir teu corpo estremecer.
Te deixar ficar,
Enraizado em mim,
Colorindo, embalando as noites.
Partamos...
Fugir de tantos olhos...
Deitar debaixo de uma árvore,
Te tragar em mim.
Nos esconder no escuro,
Onde eu possa mapear teu corpo,
Traçar minhas trilhas,
Me perder e por lá ficar.
Observar teu despertar,
Saciar tua fome.
Desfazer a mala uma única vez,
Me entregar inteiro.
Depois de tanto, deixar alguém segurar minha mão,
Caminhar de pés descalços,
Sussurrando vontades no teu ouvido,
Trançar tuas pernas nas minhas.
Te observar, sem graça,
Desviando o olhar.
Deslizar entre teus cabelos bagunçados,
Sentir teu corpo estremecer.
Te deixar ficar,
Enraizado em mim,
Colorindo, embalando as noites.
Partamos...
quarta-feira, agosto 31, 2011
Movediço
Eu acabo assim, fugindo de mim mesmo.
Do que muitas vezes me levo a supor,
Desse ou daquele detalhe, que cresce repentino,
Despercebido por qualquer outro.
É que, quando você chega perto,
Os disfarces se desarmam,
Meu pensamento desorienta.
Clamo por te ter em mim.
Tento não afundar nessa vontade,
Nesse teu olhar dúbio,
Do teu cheiro impregnado nos lençóis
Naquele fim de tarde...
Quanto mais me afasto, tu me vem,
Despretensioso, com os passos ensaiados.
Me esquivo da tua pele,
Desses teus encantos.
Nessa incerteza, vou confundindo os dias, nas noites.
Vou relendo todos teus sorrisos,
Lembrando dos teus convites,
Sucumbindo diante de ti.
Do que muitas vezes me levo a supor,
Desse ou daquele detalhe, que cresce repentino,
Despercebido por qualquer outro.
É que, quando você chega perto,
Os disfarces se desarmam,
Meu pensamento desorienta.
Clamo por te ter em mim.
Tento não afundar nessa vontade,
Nesse teu olhar dúbio,
Do teu cheiro impregnado nos lençóis
Naquele fim de tarde...
Quanto mais me afasto, tu me vem,
Despretensioso, com os passos ensaiados.
Me esquivo da tua pele,
Desses teus encantos.
Nessa incerteza, vou confundindo os dias, nas noites.
Vou relendo todos teus sorrisos,
Lembrando dos teus convites,
Sucumbindo diante de ti.
quinta-feira, agosto 18, 2011
Talvez
Quem sabe, estejamos confundindo,
Misturando tantas coisas...
Tu me chega todos os dias,
Já suponho possibilidades.
É uma expectativa que não cala.
Ignoro os sinais para te ter mais perto,
Tu me chama, inconsciente de tudo.
Eu vou, sabendo o que me espera.
Os avisos ecoam e eu continuo,
Nessa intenção, despretensiosa,
Eu fico, te observando entre tantos...
É esse teu sorriso.
Não entendo porque me buscas,
E, quando me convenço do contrário, você vem.
Incessantemente, perturbar a calmaria.
Continuo me entregando.
Misturando tantas coisas...
Tu me chega todos os dias,
Já suponho possibilidades.
É uma expectativa que não cala.
Ignoro os sinais para te ter mais perto,
Tu me chama, inconsciente de tudo.
Eu vou, sabendo o que me espera.
Os avisos ecoam e eu continuo,
Nessa intenção, despretensiosa,
Eu fico, te observando entre tantos...
É esse teu sorriso.
Não entendo porque me buscas,
E, quando me convenço do contrário, você vem.
Incessantemente, perturbar a calmaria.
Continuo me entregando.
sexta-feira, agosto 05, 2011
Vou
Acordei lembrando das nossas fugas,
De como os confundíamos...
Um sorriso no canto da tua boca
Era o bastante para nos perseguirmos.
Como maquiávamos as vontades...
Por acaso eu te encontrava por aí,
Você driblava tantos e parava ao meu lado.
Burlávamos tantos sentimentos.
Dos poucos beijos,
Ainda prefiro o que está por vir...
Eu ainda percebo como teu olhar me segue,
Você sabe que minha pele ainda procura a tua.
É mais fácil resistir a tanta coisa,
Enganar qualquer libido,
Fingir qualquer atração,
Do que negar esse querer que arde.
De como os confundíamos...
Um sorriso no canto da tua boca
Era o bastante para nos perseguirmos.
Como maquiávamos as vontades...
Por acaso eu te encontrava por aí,
Você driblava tantos e parava ao meu lado.
Burlávamos tantos sentimentos.
Dos poucos beijos,
Ainda prefiro o que está por vir...
Eu ainda percebo como teu olhar me segue,
Você sabe que minha pele ainda procura a tua.
É mais fácil resistir a tanta coisa,
Enganar qualquer libido,
Fingir qualquer atração,
Do que negar esse querer que arde.
domingo, julho 31, 2011
Domingo
Acordo num súbito.
Procurando-te aqui,
Me encontro noutro caminho.
Escrevendo cartas a você, adormeço.
Nos devaneios matutinos confundo teus rostos
E me pergunto quanto tempo ainda nos resta.
O corpo exausto de tanto correr,
Clama por um intervalo.
Tudo se baseia nessa fuga infundada.
O tempo vai nos diluindo,
Deixando para trás o escarlate de outrora,
Vamos nos privando.
Procurando-te aqui,
Me encontro noutro caminho.
Escrevendo cartas a você, adormeço.
Nos devaneios matutinos confundo teus rostos
E me pergunto quanto tempo ainda nos resta.
O corpo exausto de tanto correr,
Clama por um intervalo.
Tudo se baseia nessa fuga infundada.
O tempo vai nos diluindo,
Deixando para trás o escarlate de outrora,
Vamos nos privando.
segunda-feira, julho 18, 2011
Chuva
Estava ali em silêncio,
Esperando que, talvez, você lembrasse
De todos os planos,
Dissolvidos numa despedida intermitente.
Nada foi dito.
Seu olhar é que ainda foge do meu
Qualquer aproximação seria exagero,
O que nos cabe é a distância.
Na minha pele ainda estão resquícios
Das tuas tintas e das inseguranças,
Das mentiras que o vento já levou,
Do que, hoje, não significa o mesmo.
Que culpa temos de ter amado tanto?
De nos perder nesse sentimento?
Deixemos que as lembranças fiquem,
Afinal, é só o que resta de nós dois.
Esperando que, talvez, você lembrasse
De todos os planos,
Dissolvidos numa despedida intermitente.
Nada foi dito.
Seu olhar é que ainda foge do meu
Qualquer aproximação seria exagero,
O que nos cabe é a distância.
Na minha pele ainda estão resquícios
Das tuas tintas e das inseguranças,
Das mentiras que o vento já levou,
Do que, hoje, não significa o mesmo.
Que culpa temos de ter amado tanto?
De nos perder nesse sentimento?
Deixemos que as lembranças fiquem,
Afinal, é só o que resta de nós dois.
segunda-feira, junho 27, 2011
Convite
Fica mais um pouco.
O tempo que der pra eu conhecer tuas cores,
Aproveitar esse teu sorriso bonito,
Tentar trocar duas ou três palavras.
Deixa eu tentar te encantar,
Te levar um pouco pra longe,
Descobrir o que te faz chorar,
Bisbilhotar teus desejos.
Me conta uma idéia que deu certo.
Não vou me incomodar se você sorrir um pouco mais.
Se tiver sorte, posso até segurar tua mão
Ou olhar no teu olho, em silêncio.
Deixa eu me aproximar
Me permita chegar mais perto,
Te fazer sorrir.
Ah, que sorriso...
O tempo que der pra eu conhecer tuas cores,
Aproveitar esse teu sorriso bonito,
Tentar trocar duas ou três palavras.
Deixa eu tentar te encantar,
Te levar um pouco pra longe,
Descobrir o que te faz chorar,
Bisbilhotar teus desejos.
Me conta uma idéia que deu certo.
Não vou me incomodar se você sorrir um pouco mais.
Se tiver sorte, posso até segurar tua mão
Ou olhar no teu olho, em silêncio.
Deixa eu me aproximar
Me permita chegar mais perto,
Te fazer sorrir.
Ah, que sorriso...
sexta-feira, junho 24, 2011
Madrugada
Dentre tantas sombras,
Me encanta tua luz
Discreta, que rasteja devagar,
Sublime, mas pontual.
Como uma metáfora pronta
Me enche a cabeça,
Sejam pelos romances embriagados
Ou pela saudade que dá calafrio.
Me apaixono pela sua cor de desejo
Dentre tantos perdidos, confundidos pela sua lábia,
Temos aqui, você:
A amante que dá e que tira.
Me encanta tua luz
Discreta, que rasteja devagar,
Sublime, mas pontual.
Como uma metáfora pronta
Me enche a cabeça,
Sejam pelos romances embriagados
Ou pela saudade que dá calafrio.
Me apaixono pela sua cor de desejo
Dentre tantos perdidos, confundidos pela sua lábia,
Temos aqui, você:
A amante que dá e que tira.
segunda-feira, junho 13, 2011
Vírgula
Entrego-me aqui.
Não sei mais por onde ir
E, mesmo facilitar, atrapalha.
Noite confusa.
Duas ou três palavras,
Ciúme infundado.
Do que quase tivera
Durante algumas mentiras.
Não pretendo continuar aqui.
Muitas verdades não existem mais.
Uma reclusão parece mais atraente.
O costume se perdeu.
As certezas se quebraram,
Tudo o que me resta são dúvidas.
Deitem nas suas vergonhas.
O amanhã não garante nada.
Não sei mais por onde ir
E, mesmo facilitar, atrapalha.
Noite confusa.
Duas ou três palavras,
Ciúme infundado.
Do que quase tivera
Durante algumas mentiras.
Não pretendo continuar aqui.
Muitas verdades não existem mais.
Uma reclusão parece mais atraente.
O costume se perdeu.
As certezas se quebraram,
Tudo o que me resta são dúvidas.
Deitem nas suas vergonhas.
O amanhã não garante nada.
quarta-feira, junho 08, 2011
Segredo
Termino o dia digerindo meus medos,
Perguntando-me quanto vai durar,
Se o vento vai carregá-los,
Se devo continuar...
Queria você aqui,
Para fingir que tudo corre bem,
Apagar os detalhes omitidos,
Acordar ao lado do que não se tem.
Nos iludimos conscientes,
Direcionados a fechar as portas
Que, entreabertas, só confundem
Lentamente, elas se perdem.
Percorremos as noites
Tentando, em vão, vencê-las
Carregando as memórias nos bolsos
Sorrindo, entre lágrimas, do nosso amor.
Somos só eu e você.
Todos esqueceram do que importa,
Tentam nos afogar numa falsa realidade
Nos acorrentando aos valores errados.
Mas eu sei o que nos prende:
Nós sabemos a verdade.
Que, nunca nos foi contada.
Um final é incoerente.
Não se perca na distância
Não se permita duvidar.
Eu me faço teu
Da forma mais bonita que há.
Perguntando-me quanto vai durar,
Se o vento vai carregá-los,
Se devo continuar...
Queria você aqui,
Para fingir que tudo corre bem,
Apagar os detalhes omitidos,
Acordar ao lado do que não se tem.
Nos iludimos conscientes,
Direcionados a fechar as portas
Que, entreabertas, só confundem
Lentamente, elas se perdem.
Percorremos as noites
Tentando, em vão, vencê-las
Carregando as memórias nos bolsos
Sorrindo, entre lágrimas, do nosso amor.
Somos só eu e você.
Todos esqueceram do que importa,
Tentam nos afogar numa falsa realidade
Nos acorrentando aos valores errados.
Mas eu sei o que nos prende:
Nós sabemos a verdade.
Que, nunca nos foi contada.
Um final é incoerente.
Não se perca na distância
Não se permita duvidar.
Eu me faço teu
Da forma mais bonita que há.
domingo, junho 05, 2011
Todo
O vento deslizando no rosto,
Os olhos fechados e o pensamento longe.
Sopro daqueles dias que já foram...
Perdido no insistente silêncio.
Nos encontramos no erro,
Naquela faísca que persiste,
Nas vontades arrancadas...
Dissolvidos numa dúvida.
Procuramos o que é incerto
Para confundir as certezas,
Embebedar-nos de vontades
Num baque pausado.
Na nossa despedida diária
Renovamos os votos,
Reafirmamos o sentimento
E tudo recomeça.
Os olhos fechados e o pensamento longe.
Sopro daqueles dias que já foram...
Perdido no insistente silêncio.
Nos encontramos no erro,
Naquela faísca que persiste,
Nas vontades arrancadas...
Dissolvidos numa dúvida.
Procuramos o que é incerto
Para confundir as certezas,
Embebedar-nos de vontades
Num baque pausado.
Na nossa despedida diária
Renovamos os votos,
Reafirmamos o sentimento
E tudo recomeça.
terça-feira, maio 24, 2011
Amor Nº1
O amor, ou o que pensamos ser,
Confunde, atordoa e suga
De uma forma sorrateira,
Mas longe de ser discreta.
Planta uma semente,
Que, rapidamente,
cria raizes fortes
E que é regada por motivos ainda desconhecidos.
Sem aviso, nos floresce
O coração que palpita, a pele arrepia,
A cabeça se distrai,
Os pensamentos se perdem.
Os sorrisos se fazem mais presentes,
As lágrimas também, por que não?
O mundo vira um clichê romântico
Os dias ficam mais bonitos.
Exageros à parte,
Escrevo hoje aos meus amados,
Nessa tarde, onde sozinho,
Sinto vocês aqui.
Essa eterna vontade de ter perto,
Seja para falar dos desamores
Ou apenas para ficar em silêncio,
Quando tudo é dito apenas no olhar.
Aos meus queridos amigos,
Agradeço pelas doses diárias,
Pelos momentos passados e futuros,
Pela reciprocidade,
Por termos cruzado os mesmos caminhos.
Confunde, atordoa e suga
De uma forma sorrateira,
Mas longe de ser discreta.
Planta uma semente,
Que, rapidamente,
cria raizes fortes
E que é regada por motivos ainda desconhecidos.
Sem aviso, nos floresce
O coração que palpita, a pele arrepia,
A cabeça se distrai,
Os pensamentos se perdem.
Os sorrisos se fazem mais presentes,
As lágrimas também, por que não?
O mundo vira um clichê romântico
Os dias ficam mais bonitos.
Exageros à parte,
Escrevo hoje aos meus amados,
Nessa tarde, onde sozinho,
Sinto vocês aqui.
Essa eterna vontade de ter perto,
Seja para falar dos desamores
Ou apenas para ficar em silêncio,
Quando tudo é dito apenas no olhar.
Aos meus queridos amigos,
Agradeço pelas doses diárias,
Pelos momentos passados e futuros,
Pela reciprocidade,
Por termos cruzado os mesmos caminhos.
quarta-feira, maio 18, 2011
Breve
Deter a sofreguidão de te trazer até aqui,
Admitir que os fatos distraem das vontades.
Acima de tudo que pensamos saber,
Existem paredes que nos impossibilitam.
Talvez ainda estejamos em linhas tortas.
Perambulando inconscientes,
Retornamos à antigos lugares,
Buscando sentir algo já perdido.
Ainda pensamos como dois,
Resgatando vícios adquiridos há muito,
Trazendo lembranças de outrora,
Nos desfazemos no vazio existente.
Encontrei, dentre tantos devaneios,
Um lugar tranqüilo, longe do amor pretérito.
O que me despertas hoje
É somente inspiração, para contar histórias inventadas.
Admitir que os fatos distraem das vontades.
Acima de tudo que pensamos saber,
Existem paredes que nos impossibilitam.
Talvez ainda estejamos em linhas tortas.
Perambulando inconscientes,
Retornamos à antigos lugares,
Buscando sentir algo já perdido.
Ainda pensamos como dois,
Resgatando vícios adquiridos há muito,
Trazendo lembranças de outrora,
Nos desfazemos no vazio existente.
Encontrei, dentre tantos devaneios,
Um lugar tranqüilo, longe do amor pretérito.
O que me despertas hoje
É somente inspiração, para contar histórias inventadas.
terça-feira, maio 03, 2011
Sede
Acordo ainda com teu gosto na boca e,
Confundindo as lembranças, me arrasto indolentemente.
O corpo suado, tomado de desejo,
Clama por ti, suplicando teu toque.
Deito e deleito-me sobre você
Escorregando entre teus sussurros.
Me vejo entregue às tuas vontades
Tornando-as as minhas próprias.
Decifro tua libido,
Ligo teus sinais,
Que me levam até você,
Um a um.
Tateando possibilidades,
Numa noite cheia de incertezas,
Te ofereço meu olhar.
Numa euforia contida, despeço-me,
Esperando um novo encontro.
Confundindo as lembranças, me arrasto indolentemente.
O corpo suado, tomado de desejo,
Clama por ti, suplicando teu toque.
Deito e deleito-me sobre você
Escorregando entre teus sussurros.
Me vejo entregue às tuas vontades
Tornando-as as minhas próprias.
Decifro tua libido,
Ligo teus sinais,
Que me levam até você,
Um a um.
Tateando possibilidades,
Numa noite cheia de incertezas,
Te ofereço meu olhar.
Numa euforia contida, despeço-me,
Esperando um novo encontro.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Forasteiro
Você que me é estranho,
Que trocou apenas dois olhares
E uma dúzia de palavras, contidas e espaçadas.
Que, num dia comum, impregnou meus pensamentos
Sem motivo aparente.
Existe algo, nesse teu jeito calado,
Quase indiferente, que me suga.
Me faz querer chegar perto,
Mesmo que só pra encostar meu braço no teu.
Talvez a intelectualidade discreta,
Ou o sorriso bonito, que aparece de vez em quando.
Questionamentos que não passam de hipóteses,
Uma vez que, nem ao menos conheço sua voz.
Que trocou apenas dois olhares
E uma dúzia de palavras, contidas e espaçadas.
Que, num dia comum, impregnou meus pensamentos
Sem motivo aparente.
Existe algo, nesse teu jeito calado,
Quase indiferente, que me suga.
Me faz querer chegar perto,
Mesmo que só pra encostar meu braço no teu.
Talvez a intelectualidade discreta,
Ou o sorriso bonito, que aparece de vez em quando.
Questionamentos que não passam de hipóteses,
Uma vez que, nem ao menos conheço sua voz.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Tenho
Te espero sorrindo,
Talvez por não querer que voltes.
O amor é mais bonito quando idealizado.
Ainda assim, consciente, te desejo
Quase como obrigação.
Me parece, algumas vezes, que
Querer é mais importante que ter.
Assim, continuo te esperando,
Sem motivos aparentes.
A espera me conforta,
Pior seria não ter quem esperar.
Talvez por não querer que voltes.
O amor é mais bonito quando idealizado.
Ainda assim, consciente, te desejo
Quase como obrigação.
Me parece, algumas vezes, que
Querer é mais importante que ter.
Assim, continuo te esperando,
Sem motivos aparentes.
A espera me conforta,
Pior seria não ter quem esperar.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Boa noite
Todos os dias,
No fim de tarde,
Vou passar pela sua porta, sorrateiramente,
Sem fazer barulho.
Te deixarei uma flor e um poema
Pra que tu se sinta amado
Pra ser sempre lembrado,
Mesmo que distante,
Do meu querer.
Te vejo de longe,
Com o rosto surpreso
Procurando, em vão, o tal remetente
Mil pensamentos te consomem.
Espero que, antes de dormir,
Quando deitar na cama,
Com os olhos quase fechando,
Você lembre das minhas palavras.
E quando os sonhos chegarem,
Você vai estar com um sorriso aberto,
Pensando em mim ou em outro amor
Me conforta apenas te fazer sentir bem.
No fim de tarde,
Vou passar pela sua porta, sorrateiramente,
Sem fazer barulho.
Te deixarei uma flor e um poema
Pra que tu se sinta amado
Pra ser sempre lembrado,
Mesmo que distante,
Do meu querer.
Te vejo de longe,
Com o rosto surpreso
Procurando, em vão, o tal remetente
Mil pensamentos te consomem.
Espero que, antes de dormir,
Quando deitar na cama,
Com os olhos quase fechando,
Você lembre das minhas palavras.
E quando os sonhos chegarem,
Você vai estar com um sorriso aberto,
Pensando em mim ou em outro amor
Me conforta apenas te fazer sentir bem.
segunda-feira, novembro 15, 2010
Iminência
Me tem sido recorrente
Aqueles milésimos de segundos, naquela noite
Quando de repente teu olhar era só meu,
Me convidando a ficar um pouco mais.
Minha resposta foi silenciosa,
Me debrucei sobre você,
Fechei os olhos e me deixei à deriva
Sem pretensões maiores.
Os pensamentos se dissipam
O corpo age por si só,
Se arrastando calculadamente em direção ao seu
As peles inebriadas se buscam...
Subitamente, paramos,
Sorrimos e percebemos que
O que nos resta, é calar a vontade.
Aqueles milésimos de segundos, naquela noite
Quando de repente teu olhar era só meu,
Me convidando a ficar um pouco mais.
Minha resposta foi silenciosa,
Me debrucei sobre você,
Fechei os olhos e me deixei à deriva
Sem pretensões maiores.
Os pensamentos se dissipam
O corpo age por si só,
Se arrastando calculadamente em direção ao seu
As peles inebriadas se buscam...
Subitamente, paramos,
Sorrimos e percebemos que
O que nos resta, é calar a vontade.
sexta-feira, setembro 17, 2010
Escarlate
Me pego em pensamentos distantes
Me perguntando onde pode estar aquele sentimento
Dos dias que a gente lembra com um sorriso no rosto
Que não se pode descrever
Na memória, as cores são mais bonitas
Ou talvez únicas, como se naquele momento
O mundo tivesse mudado de cor
Pra que aquele momento fosse guardado pra sempre.
Lembro-me de uma cena, que passa devagar na cabeça
Um movimento lento, que me leva a tantos outros lugares, outras pessoas
Chego quase a sentir o cheiro da chuva caindo,
De como eu te olhava nos olhos...
Só nos restam esses fragmentos de saudade
Daquele dia que não volta
Dos abraços dissolvidos no tempo
De tudo que foi.
Me perguntando onde pode estar aquele sentimento
Dos dias que a gente lembra com um sorriso no rosto
Que não se pode descrever
Na memória, as cores são mais bonitas
Ou talvez únicas, como se naquele momento
O mundo tivesse mudado de cor
Pra que aquele momento fosse guardado pra sempre.
Lembro-me de uma cena, que passa devagar na cabeça
Um movimento lento, que me leva a tantos outros lugares, outras pessoas
Chego quase a sentir o cheiro da chuva caindo,
De como eu te olhava nos olhos...
Só nos restam esses fragmentos de saudade
Daquele dia que não volta
Dos abraços dissolvidos no tempo
De tudo que foi.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Não
Devoro-te em pensamento
Toda a tua liberdade despretenciosa me envolveu
Me encantava teus olhos fechados
Me vem um turbilhão.
Era como se, naqueles dias, o tempo corresse diferente
Tuas histórias me tiravam do chão
Mesmo que se resumissem a pequenas frases
Como se ouvesse uma certa timidez disfarçada.
Tão efêmero quanto um amanhecer
Nos despedimos num fim de tarde,
Sem pretenções ou dúvidas
Simplesmente trocamos um último olhar.
Deixemos assim,
Esses momentos colorem o imaginário
Nos enchem de metáforas
E por mais perigosas que elas sejam,
Eu sorrio.
Tudo fora premeditado,
Nós deveríamos ser breves.
Assim foi decido,
Nesses dias de desencontros.
Era suficiente...
Toda a tua liberdade despretenciosa me envolveu
Me encantava teus olhos fechados
Me vem um turbilhão.
Era como se, naqueles dias, o tempo corresse diferente
Tuas histórias me tiravam do chão
Mesmo que se resumissem a pequenas frases
Como se ouvesse uma certa timidez disfarçada.
Tão efêmero quanto um amanhecer
Nos despedimos num fim de tarde,
Sem pretenções ou dúvidas
Simplesmente trocamos um último olhar.
Deixemos assim,
Esses momentos colorem o imaginário
Nos enchem de metáforas
E por mais perigosas que elas sejam,
Eu sorrio.
Tudo fora premeditado,
Nós deveríamos ser breves.
Assim foi decido,
Nesses dias de desencontros.
Era suficiente...
quinta-feira, julho 22, 2010
Silêncio
Penso em todas as coisas que poderiam ser ditas
Nas histórias, as idéias,
As saudades, as lembranças
Nada, de fato, vem até mim.
Lhe dou uma ponte,
Que nunca é cruzada.
Insisto na quebra,
Mas, o que te convém, é andar no mesmo caminho, talvez o mais longo.
Imagino qual seria sua primeira palavra,
Quem sabe uma frase...
No final, não ganho mais, do que a palavra
Que nada tem a dizer.
Nas histórias, as idéias,
As saudades, as lembranças
Nada, de fato, vem até mim.
Lhe dou uma ponte,
Que nunca é cruzada.
Insisto na quebra,
Mas, o que te convém, é andar no mesmo caminho, talvez o mais longo.
Imagino qual seria sua primeira palavra,
Quem sabe uma frase...
No final, não ganho mais, do que a palavra
Que nada tem a dizer.
quinta-feira, julho 01, 2010
Amanhã
Quando o amanhecer voltar a ser dourado,
Quando teus olhos enxergarem púrpura
O nosso Bonde vai passar.
Nesse dia, como que por acaso,
Nos abraçaremos e as mágoas vão dissolver.
Falaremos sobre aquela tarde, lembraremos de músicas e filmes.
Tomaremos um café e, entre um cigarro e outro,
Teu sorriso vai se abrir, como em outros tempos.
Só te farei sentir bem.
O tempo se encarregará de só guardar as boas lembranças.
Quando teus olhos enxergarem púrpura
O nosso Bonde vai passar.
Nesse dia, como que por acaso,
Nos abraçaremos e as mágoas vão dissolver.
Falaremos sobre aquela tarde, lembraremos de músicas e filmes.
Tomaremos um café e, entre um cigarro e outro,
Teu sorriso vai se abrir, como em outros tempos.
Só te farei sentir bem.
O tempo se encarregará de só guardar as boas lembranças.
Falsete
Ainda é estranho te ver longe,
Mesmo quando o sentimento se diz distante.
Te sinto dentro de mim,
Como se nada tivesse mudado.
É estranho te imaginar ao lado de outro alguém
Uma vez que meu corpo ainda te sente,
Mesmo que na sala ao lado
Todos os dias.
Me perco nesse labirinto,
Nessa confusão de vontades...
Nesse querer, não querer, imposto,
Nada mais me atrai.
Sonho com teu sorriso junto ao meu
Naquele amanhecer dourado, que hoje se mostra tão longe.
Os desejos à flor da pele,
Vem aqui...
Mesmo quando o sentimento se diz distante.
Te sinto dentro de mim,
Como se nada tivesse mudado.
É estranho te imaginar ao lado de outro alguém
Uma vez que meu corpo ainda te sente,
Mesmo que na sala ao lado
Todos os dias.
Me perco nesse labirinto,
Nessa confusão de vontades...
Nesse querer, não querer, imposto,
Nada mais me atrai.
Sonho com teu sorriso junto ao meu
Naquele amanhecer dourado, que hoje se mostra tão longe.
Os desejos à flor da pele,
Vem aqui...
terça-feira, junho 22, 2010
Analogia
Quando perguntado sobre o que era o amor
Simplesmente não encontrou palavras
Ultimamente só conhecia o silêncio
Quebrado apenas por conversas curtas
Tentava encontrar, nos amores inventados
Alguma forma de conforto
Na sua cabeça, sentimentos não têm fim
Talvez alguma bobagem que leu em algum lugar
Que culpa tinha se os outros não lhe conquistavam o olhar?
Buscava apenas um momento pra respirar
Queria tirar um peso de si mesmo,
Que as feridas fechassem.
As tardes confundiam os sentidos,
Mesmo que, como já sabia,
Não havia mais como pensar naqueles dias
O tempo já os levou pra longe.
O que lhe confunde, é seu deslumbramento
A nostalgia que o faz olhar sempre pra trás
Pra ele, o passado se faz presente
Colorindo seus dias sem cor.
Simplesmente não encontrou palavras
Ultimamente só conhecia o silêncio
Quebrado apenas por conversas curtas
Tentava encontrar, nos amores inventados
Alguma forma de conforto
Na sua cabeça, sentimentos não têm fim
Talvez alguma bobagem que leu em algum lugar
Que culpa tinha se os outros não lhe conquistavam o olhar?
Buscava apenas um momento pra respirar
Queria tirar um peso de si mesmo,
Que as feridas fechassem.
As tardes confundiam os sentidos,
Mesmo que, como já sabia,
Não havia mais como pensar naqueles dias
O tempo já os levou pra longe.
O que lhe confunde, é seu deslumbramento
A nostalgia que o faz olhar sempre pra trás
Pra ele, o passado se faz presente
Colorindo seus dias sem cor.
quarta-feira, maio 12, 2010
Penumbra
Estávamos ali, os dois
O ar tornara-se denso,
Quase como uma névoa, que nos envolvia,
Confundia os sentidos e as vontades.
Nos olhávamos fixamente
Como se ordenássemos uma inércia.
Conversávamos com o olhar
E, como se obedecêssemos uma lei tácita,
Nos despimos.
Tinha agora somente um corpo à minha frente
Era como se me olhasse no espelho.
Aquele corpo, de alguma forma, me pertencia
Isso era suficiente.
Não precisava de carícias, nem de sentir sua pele
Seu olhar era de pecado
E, seu corpo nu, me inebriava de desejo.
O ar tornara-se denso,
Quase como uma névoa, que nos envolvia,
Confundia os sentidos e as vontades.
Nos olhávamos fixamente
Como se ordenássemos uma inércia.
Conversávamos com o olhar
E, como se obedecêssemos uma lei tácita,
Nos despimos.
Tinha agora somente um corpo à minha frente
Era como se me olhasse no espelho.
Aquele corpo, de alguma forma, me pertencia
Isso era suficiente.
Não precisava de carícias, nem de sentir sua pele
Seu olhar era de pecado
E, seu corpo nu, me inebriava de desejo.
terça-feira, abril 27, 2010
Imaculado
Permaneço numa fuga ensaiada,
Um querer não ter perto, por estar longe.
Fazendo com que as vontades se percam,
A razão tem que se fazer maior
Ao mesmo tempo que o sentimento transborda.
O julgamento precipitado cabe na hipocrisia de cada um.
Tantos caminhos para o mesmo fim,
As palavras acabaram,
Junto com argumentos, justificativas e afins.
Torna-se quase como uma penitência.
Um caminho longo.
Que leva, ao menos imagina-se,
Para um lugar melhor.
Espera-se que cada um encene um papel.
Mas é vida real,
Não há heróis e vilões.
Há responsabilidade
E cada qual com a sua.
Não há espaço para se apontar dedos,
As decisões tem sempre um precedente.
Um motivo, por mais infundado que seja.
Reservo-me ao direito de permanecer assim,
Até que, se nos encontrarmos,
Um segundo capítulo será escrito.
Enquanto isso, o amor fica assim...
Um querer não ter perto, por estar longe.
Fazendo com que as vontades se percam,
A razão tem que se fazer maior
Ao mesmo tempo que o sentimento transborda.
O julgamento precipitado cabe na hipocrisia de cada um.
Tantos caminhos para o mesmo fim,
As palavras acabaram,
Junto com argumentos, justificativas e afins.
Torna-se quase como uma penitência.
Um caminho longo.
Que leva, ao menos imagina-se,
Para um lugar melhor.
Espera-se que cada um encene um papel.
Mas é vida real,
Não há heróis e vilões.
Há responsabilidade
E cada qual com a sua.
Não há espaço para se apontar dedos,
As decisões tem sempre um precedente.
Um motivo, por mais infundado que seja.
Reservo-me ao direito de permanecer assim,
Até que, se nos encontrarmos,
Um segundo capítulo será escrito.
Enquanto isso, o amor fica assim...
quinta-feira, abril 01, 2010
Antônio
Me peguei pensando em você
Naquela manhã, o céu nublado
A porta aberta,
Você me olhando
Queria te abraçar
Te contar meus sonhos
Saber dos teus
Andar por aí,
Tomar um café
Imagino teus cabelos já grisalhos
As primeiras rugas,
Mas o mesmo olhar,
A mesma força
Que saudade...
Minha inocência me fez perder detalhes
Não lembro das tuas músicas,
Dos teus gostos, do teu cheiro...
Te conheci pelas lembranças alheias
Pela saudade de todos
Por todo o sentimento que você espalhou
E que ainda está aqui
Ainda assim, eu lembro:
Naquela manhã, o céu nublado
A porta aberta,
Você me olhando.
Isso já me basta
Me faz te sentir aqui
Ao meu lado, me olhando.
Naquela manhã, o céu nublado
A porta aberta,
Você me olhando
Queria te abraçar
Te contar meus sonhos
Saber dos teus
Andar por aí,
Tomar um café
Imagino teus cabelos já grisalhos
As primeiras rugas,
Mas o mesmo olhar,
A mesma força
Que saudade...
Minha inocência me fez perder detalhes
Não lembro das tuas músicas,
Dos teus gostos, do teu cheiro...
Te conheci pelas lembranças alheias
Pela saudade de todos
Por todo o sentimento que você espalhou
E que ainda está aqui
Ainda assim, eu lembro:
Naquela manhã, o céu nublado
A porta aberta,
Você me olhando.
Isso já me basta
Me faz te sentir aqui
Ao meu lado, me olhando.
sexta-feira, março 26, 2010
Balela
Chega de peito inflado
Declamando o seu porquê plural
A língua confiante
As certezas gritando
Uma verdade baseada no medo
Andar perdido,
Se segurando nas filosofias mais infundadas
Clamando por auto-afirmação
Morde a língua
Se afoga numa hipocrisia movediça
E se mostra mais desorientado
Olhos vagos
E a mesma atitude vazia
Sua revolução barata não depende de quem está ao seu lado
Mas do teu despertar,
De um passo firme.
Declamando o seu porquê plural
A língua confiante
As certezas gritando
Uma verdade baseada no medo
Andar perdido,
Se segurando nas filosofias mais infundadas
Clamando por auto-afirmação
Morde a língua
Se afoga numa hipocrisia movediça
E se mostra mais desorientado
Olhos vagos
E a mesma atitude vazia
Sua revolução barata não depende de quem está ao seu lado
Mas do teu despertar,
De um passo firme.
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